A magia da derrota.

Portugal fez magia contra as Ilhas Faroé e com Malta, segundo o novo treinador Carlos Queiroz e grande parte dos comentadores, rendidos ao regresso do nosso professor.

Vejamos então, marcámos nove golos em dois jogos não sofremos nenhum e demos um recital de arte mágica contra duas equipas muito renomadas do futebol europeu.

O que mudou no jogo com a Dinamarca?

Praticamente nada, ou seja, segundo o tal Professor e os seus amigos, voltámos a jogar melhor, voltámos a fazer magia, e apenas uns fortúitos três golos em vinte minutos nos afastaram da vitória, mas o que é que isso poderá interessar quando no fundo jogámos melhor?

As vozes logo se levantaram na defesa de Queiroz, de Quim e de toda a táctica elaborada pelo Professor, pedindo tempo, justificando a derrota, deixando nos com a recordação já distante das vitórias morais que durante anos nos assolaram a alma.

Não é de estranhar, Queiroz é desse tempo e mais essa estranha forma de conduzir uma equipa sempre o acompanhou como treinador principal duma equipa sénior.

Mas não deixemos de reconhecer que o Professor é na realidade um estratega, um coordenador de magias que normalmente resultam bem antes dos jogos, mas que se diluem aquando do apito final.

Mas isso também não interessa pois Queiroz está a trabalhar para o futuro, para organizar a casa, para o amanhã, segundo o que vão dizendo os entendidos, e assim teremos que entender se falharmos os objectivos, pois nesse caso a culpa também não irá recair sobre o Professor, pois ele certamente sabe o que faz.

Para terminar dizer apenas que como aliás era recorrente em alvalade durante os anos em que Queiroz era treinador leonino, as alterções que culminaram com a entrada de Nuno gomes e a colocação de Moutinho por Nani, deram um bom impulso à equipa dos Vikings, ou seja Queiroz no seu melhor.

Senhor Professor, deixe me dizer lhe apenas que Magia, daquelas boas, só colocando o Nuno Gomes a jogar à bola, poque isso, é o que poderemos chamar de ilusionismo.

Filipe Vaz Correia

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