Um aperitivo, dois jogos.

O Revienga é um blog sobre futebol. Não somos, nem pretendemos ser um jornal desportivo. Apesar de não termos intenção de comentar todos os jogos de futebol que existem, o dia de hoje não podia passar sem um comentário aos dois jogos de hoje.

O primeiro foi o Sporting contra PSV, o jogo de apresentação da turma de Alvalade perante os seus sócios. A grande questão que se levantava era o modo como seria recebido o seu capitão, João Moutinho. Essa dúvida foi resolvida logo durante o aquecimento, com João Moutinho a ser recebido com um misto de aplausos e assobios. O “Tribunal de Alvalade” não foi unânime no seu veredicto.

O Sporting apresentou-se num 4×4x2, com Rui Patrício na baliza, Abel, Polga, Caneira e Grimi na defesa, Adrien, Rochemback, Vukcevic e Romagnoli e Derlei e Postiga na frente. Vukcevic marcou, numa boa primeira parte do SPC. Na segunda parte, e com 11 substituições efectuadas por Paulo Bento no seu decorrer, o SCP não foi tão dominante, mostrando mesmo algumas fraquezas. Destaque pela positiva para Rochemback, que demonstrou ser um reforço de grande qualidade e para Djaló, que aparenta ter voltado de férias na mesma forma com que acabou o campeonato, excelente. Caneira parece cada vez mais um dos líderes da equipa, reclamando um lugar cativo no 11 titular. Jogo dificil para João Moutinho, num misto de emoções, enquanto Pereirinha continua a sua progressão para mais um bom produto da Academia de Alvalade, bem como Adrien, inevitavelmente tapado por Rocha, Moutinho e Veloso. Destaque pela negativa para Miguel Veloso, claramente ainda sem ritmo competitivo e para Pedro Silva. Os jogadores não podem protestar, mais ainda depois de já terem visto um amarelo por protestos. Destaque ainda negativo para Duarte Gomes. Não era necessário estragar o espectáculo daquela forma. No momento da expulsão estava a chegar João Moutinho para afastar Pedro Silva. Foi um vermelho desnecessário. O próprio árbitro acusou a expulsão, começando a marcar uma série de faltas inexistentes, e interrompendo o jogo “por tudo e por nada”. Vamos esperar que esta arbitragem tenha sido uma exepção, e não uma antevisão do campeonato. Resta dizer que o jogo terminou empatado a uma bola.

No segundo jogo da noite, o Benfica jogou com o PSG. Apresentando-se também no 4×4x2, Quique Flores fez alinhar Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro, Binya e Carlos Martins no centro, Balboa e Nuno Assis como extremos e Pablo Aimar e Nuno Gomes no ataque. O Benfica conseguiu fazer o oposto do Sporting, ou seja, uma primeira parte de muito fraca qualidade, sofrendo dois golos, e uma segunda parte melhor, conseguindo empatar o jogo, através de Makukula e Cardozo. Quique Flores está claramente com excesso de pessoal, continuando neste jogo a fazer experiências. Várias notas sobre este jogo. Nuno Assis não é um extremo. É uma experiência que não vale a pena repetir. A frente de ataque continua com problemas. Nuno Gomes e Pablo Aimar pouco ou nada fizeram, tendo melhorado com a entrada de Cardozo e Makukula, com o recuar de Aimar para a sua posição, a de 10. A defesa também apresenta vários problemas, Luisão parece ainda estar de férias e Jorge Ribeiro não sabe se é lateral ou médio. Bom jogo de Sidnei, apesar de ter ficado mal na foto do segundo golo. Carlos Martins esteve em bom plano, mas ainda há muito trabalho neste Benfica, se quer ser um candidato credível à conquista do campeonato.

Miguel Pastor

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