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Parabéns aos campeões!

Parabéns ao F.C.P, por mais um campeonato nacional e pela forte hipótese de conquistar mais uma dobradinha para a sua rica história.

A noite de ontem reflectiu uma vez mais, a força e a dimensão de um clube que no reinado de Jorge Nuno Pinto da Costa, se transformou num colosso dentro de portas e uma equipa muito incómoda fora delas.

Goste-se ou não da personagem é nele que se revê o clube, e é através da sua personalidade e forma de encarar o futebol e o seu clube, que o Porto passou de um pequeno clube de implantação regional, ao gigante de dimensão europeia que hoje todos os que honestamente assistem a este tão belo desporto, reconhecem.

Certamente, o F.C.P. estará a viver o ocaso da parte mais gloriosa do seu historial, pois Pinto da Costa terá de abdicar um dia do seu estatuto de presidente e esse dia não está mais longe, sendo assim e por melhor preparado que esteja o seu sucessor, creio que o actual presidente tem qualidades inatas para a função, que não podem ser herdadas por escolha ou desejo, por muito que isto possa custar aos dragões.

Jorge Nuno Pinto da Costa deve ser na minha opinião o melhor presidente da história do futebol mundial, e apesar de não ser adepto do seu clube, de não concordar muitas das vezes com o rumo que escolhe percorrer, os factos estão do seu lado e este titulo, aquele que lhe permite deixar para trás Santiago Bernabéu, apenas vem comprovar tal facto.

Com Jesualdo ou sem ele, com Futres ou Jardeis, com Hulks ou Quaresmas, com Luchos ou Baias, um denominador comum orienta este sucesso e é mesmo a sua pedra basilar:

Jorge Nuno Pinto da Costa.

Parabéns aos campeões, mas principalmente ao seu lider e presidente!

Filipe Vaz Correia

Sporting Clube de Portugal, e agora?

Durante estes dias que precederam a manutenção da palavra de Filipe Soares Franco em relação á sua não recandidatura, pude observar a savana leonina de cabeça para baixo, antecedendo a guerra cívil.

Não me parece estranho que assim o seja, aliás parece me até natural que saiam da toca, aqueles que aguardavam a saida de cena do velho e cansado Rei, para da forma o mais violenta possíve,l lhe tomarem o trono.

Aliás o caminho que Soares Franco iria tomar estava escrito nas estrelas, após os sucessivos chumbos das suas propostas, ás mãos de uma minoria de bloqueio que avistando  fantasmas em todas as esquinas, guiou para um desfecho inevitável, o seu presidente.

Vejamos o que fez Soares Franco durante este percurso de quase quatro anos no clube leonino:

Manteve o seu treinador durante igual periodo, um jovem técnico que muito provavelmente, conhecendo o seu carácter e postura de homem de rara grandeza, irá abandonar o Sporting, venceu como presidente duas taças de Portugal, venceu duas supertaças, esteve em duas finais da taça da liga, três anos consecutivos na champions, com uma passagem pela primeira vez na história do clube aos oitavos de final, e ainda apostando como nunca, na formação ou na redução de custos salariais do clube.

Não foi campeão é uma verdade, apesar de podermos dissertar sobre aquela mão que o Ferrari não conseguiu ver, mas independentemente deste facto, aonde têm os adeptos leoninos um consulado tão consistente e competitivo, nos últimos vinte e seis anos?

Será engano meu ou os adeptos apenas viram o seu clube vencer dois campeonatos neste periodo, assim como uma ou duas taças de portugal?

O sucesso não chega em palavras pomposas ou tiques populistas, é necessário tempo, paciência, um projecto com qualidade, credível, e isso goste-se ou não Franco tinha-o. 

Ao ver quem se perfila para a sucessão, receio o que reservará o destino ao clube de alvalade, receio que os Soutos, os Mendes, ou mesmo os Cristóvãos, possam naquilo que mais me parece um delirio arruinar um trajecto que o clube a tanto custo percorreu.

Aonde pensam ir buscar o dinheiro para os craques que tanto falam, para a construção de uma equipa de estrelas?

Espero que a bem do clube, uma solução de continuidade possa saltar do meio das diferenças que existam no seio do conselho directivo leonino, e que pessoas que tenho em alta consideração, como Ribeiro Telles, Bettencourt, Ernesto Ferreira da Silva ou mesmo Menezes Rodrigues, não se demitam a bem do clube, de participar neste projecto.

Sem eles será mais dificil ao Sporting, resistir a este assalto popular ao poder.

Cuidado caros leões, vejam bem quem vos guia o caminho!

Filipe Vaz Correia

Os inimigos do Professor Queiroz…

Carlos Queiroz regressou a Portugal, cheio de entusiasmo e rodeado de uma neblina encantadora tal e qual Dom Sebastião, para resgatar o futebol Lusitano da sua malfadada sorte de ter estado presente em três fases finais consecutivas, de campeonatos europeus e mundiais, sob o comando de Felipão.

Não bastando isso, o Professor vinha ainda revitalizar a formação e reformar toda a realidade deste triste futebol.

Portugal jogava mal e não vencera nenhuma competição, com tamanho leque de jogadores à disposição do treinador brasileiro, e Queiroz disse mesmo um dia que achava estranho que Portugal não vencesse nos grandes palcos e caisse na Final ou nas meias finais, ao que o famoso “burro” de então respondia que para ganhar competições era necessário apurarem se.

Um ano e pouco depois, desta breve troca de palavras vê se quem tinha razão e provavelmente quem é na realidade o ” burro”.

Afinal qual é a revolução que Queiroz tanto fala e para a qual Scolari tão pouco contribuiu???

Vejamos: Quem convocou pela primeira vez, Ricardo Carvalho,  Ricardo Quaresma, Deco, Pepe, Bosingwa, Bruno Alves, Maniche, Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Miguel Veloso, Hugo Almeida, Nani, Raul Meireles, Caneira, Duda, Tiago, ou Rui Patricio, entre outros e mais quantos jogadores nucleares abandonaram esta selecção para ela se ter tornado tão necessitada de uma revolução…

Figo, Costinha, Petit, Pauleta???

Quem lançou Carlos Queiroz de tão valioso, nesta sua curta passagem?

Eduardo, Danny, Beto, Daniel Fernandes, Eliseu, Gonçalo Brandão ou Edinho???

Por favor, isto é no minimo inaceitável, e se por alguma razão os antigos opositores de Felipão, desde os Santos, os Freitas Lobos e até os Moreiras e Aguiares, acreditam que dizer isto faz das pessoas inimigas de alguém, então como pessoa livre e dono do meu raciocinio vos digo com muito orgulho…

Sou inimigo do Professor!

Filipe Vaz Correia

Realidades e Disparidades

Jornada Europeia.  Três equipas portuguesas, três adversários, três resultados. Por ordem cronológica…

O Braga fez o que lhe competia, até mais. 3-0 é um belíssimo resultado. Atitude e domínio a todo o campo. Grande jogo da equipa bracarense, onde tudo saiu bem… Basta não estragar tudo em Liége, para começar a pensar na próxima eliminatória.

O Porto apresentou-se em Madrid para ganhar. E só não conseguiu com uma grande dose de azar.  Hulk fez o que quis da defesa colchonera. acabou 2-2, mas podia ter acabado 2-5. Os próprios jornais desportivos espanhóis são unânimes a falar de “Milagre!”. O FC Porto jogou “de peito aberto”, sem medo do adversário. Olhos nos olhos, com a confiança de quem já foi campeão europeu e com orgulho próprio. Não tem a eliminatória resolvida, mas poderia ter. Basta encarar o próximo jogo da mesma forma que encarou este…

O Sporting apresentou-se em Alvalade pronto para jogar “de igual para igual”. Nos primeiros minutos ainda tentou intimidar o colosso Bayern, mas rapidamente as fragilidades vieram ao de cima. Aquele golo no final da primeira parte foi o resultado de uma equipa envergonhada. A segunda parte foi o descalabro completo. Valeu tudo. Uma equipa leonina de cabeça perdida, que sofreu golos de todos os géneros. É um facto, assumido mesmo pelos jornais alemães, que o segundo golo é em fora de jogo. É um facto que o terceiro golo resulta de uma grande penalidade verdadeiramente despropositada de Rochemback. O quarto e o quinto golo, é melhor nem falar nisso… Entristece-me que os jogadores do Sporting não tenham tido o orgulho suficiente para tentar chegar ao golo de honra. Era obrigatório. Os adeptos mereciam isso… Quem melhor descreveu o jogo foi o experiente Polga. Com a sabedoria de quem foi campeão do Mundo, simplesmente disse “agora temos que ter vergonha na cara”. Espero que tenham, principalmente na segunda mão. Já ninguém espera que o Sporting passe a eliminatória, mas é obrigatório aparecer em Munique com o desespero de quem já não tem nada a perder. É imperativo ganhar em Munique. Mesmo não passando a eliminatória, para lavar a imagem. Em Portugal e no Mundo…

Miguel Pastor

O peso da herança

Depois do jogo com a Dinamarca, que Portugal perdeu, ouvi falar em períodos de “pura magia” do futebol português. Alguns excelentes resultados pelo meio, entre eles o empate com a Albânia, e eis que a Selecção Nacional joga um particular com o Brasil.

Lembro-me, em meados de Agosto, aquando do particular contra as Ilhas Faroé, que o actual selecionador nacional considerou o adversário fácil demais, mas que eram compromissos já agendados. Hoje, um particular já agendado por Queiroz, o adversário escolhido provou ser forte demais para a nossa selecção. Portugal perdeu 6 a 2, resultado só na memória de alguns, que nos anos 50 já vibravam com o futebol.

Portugal apresentou-se em campo com Quim, Bosingwa, Bruno Alves, Pepe e Paulo Ferreira, Tiago, Deco e Maniche, Simão, Ronaldo e Danny. Sim, o Prof Queiroz foi jogar contra o Brasil sem um único trinco de raiz. E sem um ponta de lança! Pelos vistos, os problemas identificados na selecção quando foi contratado tornaram-se ainda mais complicados. Tenho ideia de Queiroz ter assumido que a selecção é deficitária em laterais esquerdos e pontas de lança. Hoje tornou-se evidente que também não há trincos portugueses… Mas, comecemos pela defesa. Ricardo foi eleito bode expiatório, sendo imediatamente afastado da selecção assim que Queiroz chegou. Quim, o novo guarda redes titular da selecção mostra que essa posição está muito bem resolvida. 6 golos, com culpas em pelo menos três deles, deve descansar todos os portugueses. A defesa também não esteve bem, com vários problemas demonstrados. Mas, espantoso, Queiroz volta a posicionar Paulo Ferreira a lateral esquerdo, um das decisões que mais atacou no consulado Scolari. Chegamos ao mei campo. Tiago voltou a jogar na Juventus à cerca de 1 mês. A teoria que joga quem estiver melhor deve ter caído por terra. Raul Meireles, João Moutinho ficaram no banco e Carlos Martins e Manuel Fernandes não foram convocados. Devem estar a jogar mal… A ausência de um trinco não para de me surpreender. Miguel Veloso, Ruben Amorim, Custódio não são dignos de ir à Selecção? Deco jogou o que pode, bem como Maniche! Na frente, Simão, Ronaldo e Danny! Ponta de lança? Só no banco! Gostei especialmente de uma jogada em que Danny dribla tudo e todos, e quando vai centrar, não tem ninguém na área. Esperou e… ninguém na mesma. Era o próprio Danny que lá devia estar… Sem comentários. Hugo Almeida, Helder Postiga, Makukula, Djaló, Nuno Gomes? Reconhece os nomes?

Queiroz não é seleccionador para Portugal. Não foi em 1994, e não é agora! Felizmente, assinou por 4 anos, para a indeminização seja grande demais para os cofres da nossa Federação. Scolari, campeão do mundo, assinava contratos de competição em competição (2 em 2 anos) para poder ser avaliado após cada competição. Queiroz, campeão… de juniores, assina por 4 anos! Deixo um apelo a Madail. Peça um empréstimo, pague em computadores Magalhães, faça o que for preciso, mas despeça Queiroz enquanto ainda temos uma hipotese de estar presentes na fase final do campeonato do mundo!

O regresso

Diego está de volta aos relvados. O seu campo de sonhos, o seu recreio de fantasias volta a ganhar vida. Infelizmente, desta vez é do lado de fora das quatro linhas. Será novamente o atravessar do espelho para aquele mundo de Diego Armando Maradona. EL Pibe está de volta!

Confesso que estou curioso para ver o resultado desta nova aposta da selecção argentina. Maradona é um jogador genial, claramente o melhor de todos os tempos. Mas jogar e orientar são duas coisas completamente diferentes. Ser treinador implica ter alguns conhecimentos tácticos, e acima de tudo, ser um bom gestor de recursos humanos. Duvido que Maradona o seja. Por outro lado, tem todo o conhecimento do jogo, ele que o elevou a níveis verdadeiramente inacreditáveis, e que ainda hoje perduram nas memórias de qualquer verdadeiro apaixonado por futebol. Mas Maradona também é birras e outras atitudes. Insultos e agressões. Tudo o que em qualquer outra pessoa é mau, mas em Maradona é apenas mais um aspecto da sua personalidade impar. Pelo menos como jogador. Como seleccionador, a história é outra. Estou curioso para ver quantos jogos seguidos vai Diego passar no banco, sem ser suspenso.

Esta escolha tem aspectos positivos e aspectos negativos. Mas, no fim, estou convencido que é uma boa escolha. É uma lufada de ar fresco, no mundo do futebol, juntamente com uma pitada de loucura que tanto é necessária.

Miguel Pastor

Liga Sagres – Com ou sem álcool?

Leixões e Naval em primeiro lugar nesta Liga Sagres. À sexta jornada… estará tudo “grosso”? É fruto do actual patrocinador? Porto, Benfica e Sporting a competirem para ver quem consegue o pior início. Espantoso…

O Sporting, em teoria, tem a equipa mais forte dos três grandes. Não se percebe, no entanto, o que se passa, nem a sucessão de casos esta época. Stoicovic, Vukcevik, João Moutinho, Miguel Veloso, Miguel Veloso novamente e Yannick. Espero que fique por aqui… Espero também que a estrutura do SCP consiga resolver esta situação. Não pode acontecer os administradores negarem a existência de um caso e passado pouco estar o treinador a falar sobre esse mesmo caso. Que saudades de Manolo Vidal… Como era diferente a gestão do plantel e a sua relação com o mundo exterior… enfim…

O Benfica apostou em vários atletas, dos quais alguns justificaram, e outros não. Reyes é claramente uma aposta ganha, bem como Yebda. Aimar e Carlos Martins ainda estão no limbo, enquanto Balboa é um erro, bem como Amorim e Ribeiro. Com um treinador recem contratado (o SLB é o único dos grandes que começa com um novo treinador esta época), pode ser um caso de falta de entrosamento e de adaptação uns aos outros. O tempo o dirá

O Porto é o caso mais problemático. Deixou sair jogadores muito influentes, e não os substituiu em condições. Bosingwa, Assunção e Quaresma estão a fazer muita, muita falta a este Porto. Para azar, Lucho e Lisandro não conseguem produzir as exibições de anos anteriores, pelo que se parece que o FCP se arrasta em cada jogo que tem que fazer, mostrando uma lenta agonia de sofrimento atroz, enquanto aguarda pelo apito final.

Estamos na sexta jornada de trinta. Um quinto do campeonato já está percorrido. É tempo de solucionar estas três crises… Ou é tempo de começar a pensar que há mais clubes que podem ser campeões, neste nosso campeonato.

Miguel Pastor

Às armas, às armas…

Com algum nervosismo e muita esperança, vi ontem o jogo da selecção nacional. Embora um jogo entre os favoritos do grupo, esperava uma Selecção Nacional mias acutilante, mais virada para o ataque. A Suécia provou ser uma selecção vulgar, ao alcance dos nossos “guerreiros”, se estes estivessem para aí virados. Que marasmo, que falta de vontade de vencer! É esta a nova face da selecção nacional? Se é, não quero, obrigado. Meira a trinco, juntamente com Meireles e Moutinho? É este o meio campo? Bosingwa esteve uma sombra de ele próprio, bem como Nani. E, num momento de ascendente português, qual é a lógica de retirar o único ponta de lança para lançar mais um extremo. Concordo que Cristiano Ronaldo possa ser avançado, mas nunca sem outro avançado ao lado. Quim foi o melhor jogador de Portugal, e isso espelha o que jogou a selecção

Podem culpar ao árbitro, claro que sim. Vi um penalty claríssimo, e outro mais duvidoso a favor de Portugal, mas também vi a expulsão perdoada a Ricardo Quaresma. Não foi por aí que Portugal empatou. Empatou porque não teve garra, não teve empenho, porque não quis ganhar. Sempre achei que palavras do género “um empate não é mau” são sempre mau augurio.

Li num jornall de hoje “Queiroz igual a Queiroz”, referindo que este arranque é igual ao arranque para a qualificação do Mundial de 94. Sim, aquele onde não estivemos. Só eu acho isto preocupante? Não é, desde já (enquanto se pode dar a volta à situação), altura para assumir que Carlos Queiroz não é seleccionador para Portugal? Vamos voltar aos tempos em que era mais comum não estar nas fases finais dos campeonatos de futebol, do que estar? Espero que não. Ainda há tempo.

Miguel Pastor

Não cheirou a Lisboa!

O Clássco de ontem à noite, preencheu favoravelmente as expectativas que dele se esperavam.

Não foi um grande jogo de futebol, mas por momentos viu se bons pormenores técnicos e tácticos, não teve casa cheia, mas Alvalade apresentava uma casa bem arrumada, não se viram muitos golos mas um deles foi muito acima da média, não se viram muitos craques mas Bruno Alves deixou talento que baste na memória de todos, enfim um jogo com emoções e que valeu o bilhete que os espectadores pagaram.

O Porto de Jesualdo, apresentou se em Alvalade no seu 4X3X3, o mister resolveu não inventar desta vez, com um meio campo forte e trabalhador que chegou e bastou para um esforçado Moutinho e dois pesadões, Migue Veloso e Rochemback, a quem nada saiu bem.

Rodriguez e Tomás Costa nas alas baralhavam as contas a Grimi e Abel, deixando sozinho na frente o versátil Lisandro.

O Porto ganha não apenas pelo meio campo dinâmico e prático, mas também porque um dos seus jogadores mostrou a todos ontem que atingiu a dimensão mundial como futebolista.

Bruno Alves, deixou meio mundo estupefacto, com o golo que marcou, e fez tremer muito mais que a trave da baliza leonina, no extraordinário segundo livre que marcou, no entanto na minha opinião, tenho que referir que este jovem jogador esteve ainda mais impressionante na forma como comandou o jogo defensivo do seu Porto, estando presente em todo o lado e cortando todas as bolas, demonstrando um sentido posicional absolutamente fantástico.

O Sporting de Paulo Bento apresentou o seu habitual 4X4X2, com o pormenor de ter Djaló nas costas dos avançados, encostando a eles mais que Romagnoli e dando ao jogo uma velocidade que o pequeno Argentino não consegue, mas perdendo ao mesmo tempo alguma posse de bola e controlo de jogo.

No entanto, não foi por aqui que o Sporting perdeu o jogo, nem mesmo pelo grave erro de Leandro Grimi, os Leões perdem o jogo no seu meio campo defensivo, nas suas transições e na lentidão que o seu jogo teve em toda a partida.

É impossivel, mais uma vez na minha opinião, um meio campo, seja ele 4X4X2 ou 4X3X3 ou até 4X5X1, contar com dois jogadores como Miguel Veloso e Rochemback, e com isto não coloco em causa o enorme valor que ambos possuem, mas são jogadores de um outro futebol, de um tempo longinquo,de um futebol que apenas ainda é jogado na terra de vera cruz, pois a lentidão como se movimentam, o tempo que demoram a devolver e colocar a bola, mesmo que o passe saia correcto, atrasa o ritmo e o potencial da equipa. Os dois em campo mudam este Sporting e fazem com seja muito complicado vencer qualquer equipa que arrisca pressionar os Leões para lá do seu meio campo.

Paulo Bento terá que perceber isso, pois caso não o entenda terá muitos problemas para conseguir vencer muitos dos jogos que lhe faltam, e para que isso não aconteça se calhar vale a pena pensar que mesmo sem Izmailov ou Vukcevic, é importante jogar Pereirinha, pois é o único com cultura de linha e cruzamentos.

Não quero estender muito este texto, mas uma última palavra para o velho Lucilio, ou seja, manteve se igual a si próprio, mau demais para que se possa chamar de àrbitro.

Tomás Costa teria que ver o cartão vermelho, apenas um exemplo dos muitos e inacreditáveis erros desse “senhor”.

Parabéns ao Porto, e força para os Leões que merecem.

Filipe Vaz Correia

Que viva a festa!

Lembro-me de, em criança, ir ao futebol com o meu pai. Lembro-me de toda aquela agitação, das tendas das bifanas. Lembro-me, desde muito cedo, de sofrer. Lembro-me do senhor do lado que criticava tudo e todos. Desde o jogador que é demasiado preguiçoso, o treinador que não percebia nada do assunto e o Presidente que é incompetente.

Lembro-me, de mais tarde, continuar a ir ao estádio, sozinho ou com amigos. Estive nos melhores e nos piores momentos do meu clube. Ri, chorei, gritei, demonstrei todo o turbilhão de emoções que acompanham um jogo de futebol. Vi planteis excelentes, e vi planteis péssimos. Vi jogadores que poderiam jogar nos melhores clubes do mundo, e vi alguns dos melhores jogadores do mundo. Vi carreiras florescerem, e também vi outras arruinadas pelo público. Ao longo de todos estes anos a assistir a jogos de futebol, apercebi-me de uma coisa.

Ir a um jogo de futebol não é apenas ver 22 jogadores atrás de uma bola e saber o resultado final. É acompanhar uma multidão de sofredores, é ver as 1001 individualidades que vão a um estádio. É sofrer e rejubilar. É aguardar nervosamente pelo fim de uma jogada. É, acima de tudo, defender e apoiar a sua equipa. Óbviamente, há sempre críticas a fazer, nesta ou naquela substituição, na escolha do onze titular. Há e deve haver opiniões diferentes nas contratações no modo de a equipa jogar. Mas uma coisa aprendi. Durante 90 minutos, aquela equipa é a melhor equipa do mundo. Merecem e precisam de todo o apoio do seu público. Durante aqueles 90 minutos, não há uma crítica a fazer. Não pode haver um jogador que se sinta desapoiado. Não pode haver um único jogador com medo de jogar perante o seu público. Porque aquele é o seu público. Porque aquela é a sua casa.

Pensava que já tinha visto de tudo. Já vi claques a “assistirem” a uma parte do jogo de costas voltadas para o campo. Já vi essas mesmas claques a entrarem só na segunda parte. Já vi, mas preferia não ter visto. Todos os adeptos têm direito à sua opinião. Todos os adeptos têm direito a gostar ou não de um treinador, jogador ou presidente. Todos os adeptos devem mostrar a sua opinião. Mas NÃO durante um jogo. Durante o jogo, o importante é apoiar a equipa, rumo à vitória. Enviem mails, cartas ou faxes, convoquem manifestações, vão para a porta dos centros de estágios. Durante o jogo, a vitória é tudo. E os jogadores têm que sentir o apoio e o carinho dos seus adeptos, façam as asneiras que fizerem. Depois do jogo, façam passar a mensagem que pretendem, mas durante o jogo, não!

Claro que os jogadores têm deveres. É essencial que os cumpram. As saudades que eu tenho dos campos de treino ao lado dos estádios, onde os jogadores podiam ouvir e sentir o desagrado dos seus adeptos. Mas a evolução do futebol é assim.

Que viva a festa.